segunda-feira, 21 de maio de 2012

Esta é Urmila Devi (photo Hervé Perdriolle 1998)
Urmala Devi nasceu nos anos 60, no estado de Bihar, ao norte da ìndia, à 30 km da fronteira com o Népal. Ela faz parte dos "intocáveis", aqueles que não pertencem a nenhuma casta do sistema hindu. Sua vida é dividida entre os afazeres domésticos e familiar e a produção de suas obras. 
No primeiro contato, nada a distingue das outras mulheres de sua região e de sua comunidade, a dos Dusadh (nominally "watchmen", David Szanton). Mas, com atenção, podemos descobrir, pintura após pintura, que sua arte é diferente das outras mulheres. Seu estilo pessoal permite que a identifiquemos entre tantas outras produções artísticas massivas de desenhos e pinturas que são oferecidas no mercado turístico de sua região.

Urmila Devi photo Hervé Perdriolle 1998

 Tinta e esterco de vaca sobre o papel, 1998, 75,5x56cm

Tinta e esterco de vaca sobre o papel, 1998, 75,5x56cm

Tinta e esterco de vaca sobre o papel, 1998, 75,5x56cm

Essas imagens foram exposta na exposição "Expéditions Indiennes" 
no museu de Arts Décoratifs, Paris, 1998.
Vista da exposição ao museu.
Mais informações e imagens e textos retirados daqui.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A Arte dos Aborígines da ìndia

De presentinho, que divido com vocês, ganhei a notícia do aparecimento do livro "Arte Contemporânea Indiana. Uma palavra, diversas culturas" em 10 de maio último. O Livro agrupa diversos artista autóctones, alguns com um longo percurso nas artes e também no mercado. O livro é organizado e dirigido por Hervé Perdriolle que juntou, de 1996 a 1999, diversos desenhos e pinturas da arte contemporânea vernácula da ìndia. Alguns artista presentes na coleçãocomo Jivya Soma Mashe e Jangarh Singh Shyam, estavam presentes na exposição "Mágicos da Terra" que ocorreu no Centro George Pompidou, em 1989. Divido as poucas imagens que consegui. Segundo Le Monde, de 17 de fevereiro de 2011 - e lá se vão mais de um ano... e me sinto en retard... Na Índia, a o lugar que ocupam os povos autóctones, não é mais em um 
museu de caráter antropológico ou arqueológico, mas sim ao lado da cena artística contemporânea, juntamente com as obras que se vendem em galerias de arte e em museus do mundo inteiro. A voz das populações tribais indianas renasce graças à pintura.


Chano Devi exposition à l"alliance Française de Bangalore, 1999.

Jivya Soma Mashe vista da exposição e fotografia com Indira Gandhi no National Award em 1976. 

Jivya Soma Mashe "Double Fishnet", 2009. Coleção Agnès B.

Jivya Soma Mashe

jivya soma mashe indian contemporary art
Desenho e retrato de Jivya Soma Mashe, 1997.

Jivya Soma Mashe, 2010.

Jivya Soma Mashe, 1997.

balu sadashiv and jivya soma mashe photo herve perdriolle
Balu, Sadashiv e Jivya Soma Mashe, 2010, Índia, 1999.

Mais imagens aqui e mais informações aqui. Beijos e divirtam-se.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

5ª Edição do Monumenta - Paris 2012

     O ano de 2012 marca a 5ª edição da exposição Monumenta no Grand Palais em Paris. O artista que encarna essa edição é Daniel Brun, que cria uma obra de 13.000 m2 sob o esplendoroso teto em vidro da nave do Grande Palácio colocando em evidência sua arquitetura deste prédio.
    É uma instalação alta, em cores, compostas de grandes redondos azuis, amarelos e laranjas, provocando um jogo de luz natural que veste o espaço de forma inusitada. Texto baseado aqui e mais info também aqui.
Daniel Brun
Daniel Buren

Le vernissage de l'exposition "Monumenta 2012/Daniel Buren"

Le vernissage de l'exposition "Monumenta 2012/Daniel Buren"

Le vernissage de l'exposition "Monumenta 2012/Daniel Buren"

Le vernissage de l'exposition "Monumenta 2012/Daniel Buren"

Le vernissage de l'exposition "Monumenta 2012/Daniel Buren"

C'est Paris mon amour!
Le vernissage de l'exposition "Monumenta 2012/Daniel Buren"

Sem frescura, sem pieguices.... 
Qualquer um pode fotografar! Isso é não ter medo de partilhar!
Isto é a verdadeira arte.
Le vernissage de l'exposition "Monumenta 2012/Daniel Buren"

Marco Prince

Le vernissage de l'exposition "Monumenta 2012/Daniel Buren"
Photos par Saskia Lawaks

sexta-feira, 23 de março de 2012

Descobrindo o Azerbaijão!

Tava assistindo um programinha no Discovery, e derrepende... descobri Baku, capital do Arzebaijão! Fiquei impressionada! Minhas referências desses países asiáticos, ocidentalizada, são quase inexistentes, e descobrir uma cidade com uma proposição cultural tão clara e futurista para seus habitantes; encontramos uma vivacidade inesperada depois de anos submissão ao antigo sistema comunista da falecida URSS; me surpreendi! Minha surpresa está na capacidade de uma sociedade de se superar, de ir para além de seus limites - prioristicamente a partir de minha parca visão ocidentalizada - 
do universo cultural islâmico.

Olhem esse centro cultural ainda em construção!




Todo feito em curvas, por dentro e por fora... 
O incrível é que nesse espaço até um teatro existirá!


Ele ficará assim...




E por dentro assim...





Pois é, não é impressionante? Peguei essas imagens daqui. 
E tem um vídeo incrível que não consegui colocar aqui, mas segue aqui.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A torre de Babel... e o céu!

Queridos, vou aqui deixando meu feliz natal a todos vocês com quem compartilho, ainda que de forma esporádica, um pouco de minhas impressões. Antes de chegarmos aos céus, torço para que cada um de nós encontre o céu em seu próprio coração! Que cada degrau seja uma superação a ser conquistada, e que sempre assim o seja. Feliz Natal e um Ano vindouro repleto de degraus a serem superados. 
Um beijo no coração de cada um de vocês. 
A imagem que me aposso para ilustrar essa mensagem é de Peter Brueghel.

Ficheiro:Brueghel-tower-of-babel.jpg

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Presentinhos de Natal: livros!

Ahhh, hoje minha dica é de presentes substanciais... Sim, Livros... e por que não! Não há melhor presente para quem quer sonhar. Então aqui vai a dica para os belemenses, paraenses e amazônidas saudosos de um tempo que quisera existir, e quem sabe existiu?! O livro é 
A Cidade Sebastiana
Era da borracha, memória e melancolia numa capital da periferia da modernidade.


Onde ele está a venda?
 Na livraria Cultura, na Fox, na Visão, na UFPa, na Humânitas, na Ná Figueiredo!

É isso aí. Aqui vai o link do blog do livro. 
Tem muita coisinha para ver por lá! 
Divirtam-se!

O Sujeito Observador enxerga a cidade. Porém, narrador sensual, converte a cidade que vê num labirinto, um “mis-en-abîme”, e não há tempo ou espaço que deixe de ser convertido dessa maneira: a visão desse observador pressupõe a superposição das narrações da cidade, ou seja, a cidade enquanto uma narrativa barroca. O que vê? O barroco dos curvilíneos das mangueiras de Belém, o barroco das alturas históricas superpostas, o barroco em que a cidade se converte, quando sonha, num armário de gavetas imbricadas, uma dentro da outra, como caixas infinitas de lembranças e descobertas, criam uma cidade na qual a pungência cotidiana do “ter-perdido-algo” leva à melancolia, expressão do seu ser-para-sí. Na Belém do final do século XIX milhões de brilhos “vidrilhos” se misturam sendo. São-em-si. Porém, o que significa serem? Quem descreve essa realidade? No Sujeito que olha ela é para-si. A cidade se abre em gavetas e se perde num céu que está ao quarto andar, ou seja, ao fim das mangueiras e prédios velhos, e se Belém pensa e representa o passado, o faz porque tem consciência de um tipo de morte que mata as cidades.
Por Fábio Fonseca de Castro

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Uma pirâmide e um lar em Seattle!

Num formato piramidal, temos um apartamento encantador em um arranha-céu não menos, em Seattle. Quem não quereria ter um canto assim?  Não pensem que só nós aqui nos encantamos com eles, essa morada é uma lenda em sua cidade.